Archive for the ‘Natal’ Category
dez
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Tags: decoração de Natal, Feltro, Nataldez
UM MILAGRE DE NATAL
Era dia de Natal e, no orfanato Santa Terezinha, terminara o almoço das crianças que ali viviam por não terem família. Era hora de brincarem no pátio e no parquinho. Algumas se divertiam jogando bola, outras nos brinquedos do parquinho. O carrossel era o preferido. A irmã Josélia monitorava as brincadeiras para evitar acidente porque, duas semanas antes do Natal, uma das crianças, a Luisinha, caiu do escorregador sofrendo fratura de joelho. Em virtude deste acidente, Luisinha permanecia hospitalizada e não pôde participar da festa de Natal.
Cristina, amiga de Luisinha, estava triste com a ausência da amiga. Chorou muito. A irmã Josélia a consolava dizendo:
- São apenas alguns dias, logo Luisinha estará aqui entre nós. Vamos rezar para que ela fique boa bem rápido. Tá Bom?
Não adiantava. A saudade era grande e Cristina não podia evitar a tristeza, tanto não podia que estava sentada no balanço do parquinho falando:
- Deus, por que você não tira a minha amiga daquele hospital? Sabe, Deus! Eu queria ser uma médica para curar o joelho da Luisinha. Não só curar a Luisinha, mas toda gente que fica doente.
Quando a menina terminou de falar viu, ao seu lado, um homem alto de cabelos brancos, com uns olhos tão brilhantes que não dava para identificar a cor.
- Está falando com alguém, pequenina? – perguntou o homem com um sorriso simpático.
- Estou sim. Estou falando com Deus.
- E ele respondeu? – perguntou o desconhecido.
- Ainda não, mas vai responder. Ele nunca deixa de atender a gente. – respondeu a criança.
- E o que estava, a menina, falando com ele?
- Eu pedi que ele curasse a minha amiga. Hoje é Natal e eu não consegui entregar o presente dela.
Meteu a mão no bolso do avental e tirou uma folha de papel onde estava desenhada uma árvore de natal com os dizeres: “Para a Luisinha, um Feliz Natal, da amiga Cristina” e, mostrando, disse ao homem:
- Este é o meu presente pra ela. Eu fiz na aula de desenho.
- É lindo como a sua amizade por ela. – disse o estranho.
- Você tem família? Por que está aqui no dia de Natal? Devia estar com seus filhos. Você tem filhos? Onde você mora?
- Quanta pergunta, Cristina! Disse ele sorrindo.
- Como sabe o meu nome? eu nem disse pra você!
- Eu sei muitos nomes. Você não imagina quantos.
- Quem é você? Qual o seu nome? – perguntou Cristina curiosa.
- Eu? Eu sou aquele a quem chamaste.
- Eu não chamei você. Eu chamei Deus. Por acaso você é Deus – disse a menina desconfiada.
- Quer que eu seja? Então eu sou.
Como milagre o tempo parou. As crianças que brincavam no carrossel, no gira-gira, no escorregador e no balanço ficaram paralisadas como estátuas. Então o homem pegou a mão de Cristina e a levou pelos ares. Voaram como se fossem pássaros, indo pousar no quarto do hospital onde Luisinha estava internada com a perninha engessada. Quando a doentinha viu a amiga acompanhada daquele senhor de cabelos brancos perguntou:
- Cristina, você veio me visitar, cadê a irmã Josélia? E este senhor, ele é o seu avô?
- Não. Ele é Deus. Ele é bonito, não é? Ele sabe voar e eu voei com ele para dar o seu presente de Natal. – disse a menina toda entusiasmada entregando a folha de papel para amiga que, depois de ler, guardou-a embaixo do travesseiro.
- Oi, Deus! Eu sou a Luisinha. Ainda não posso sair da cama porque o meu joelho dói muito.
E Deus, aproximando-se do leito da menina, colocou a mão sobre o joelho doente e disse:
- Está doendo agora?
- Não. Estou sentindo um calor na perna. Só isso.
- Amanhã estará no orfanato ao lado de sua amiga e das outras crianças. – disse o Todo-Poderoso.
De repente Cristina se viu novamente no orfanato, no mesmo lugar. Tudo continuava como antes, a brincadeira, a gritaria das crianças nos brinquedos, foi como se ela não tivesse saído dali.
- Como fez isso? Nós nem voamos de volta! – perguntou a menina.
- Você disse que sou Deus, e para Deus nada é impossível. Saiba, menina que para você eu reservei uma missão especial, e, quando crescer, fará tudo aquilo que desejou hoje e eu estarei ao seu lado guiando a sua mão e a sua cabeça.
Dizendo estas palavras, o homem alto de cabelos brancos ergueu os pés do chão e foi se elevando diante dos olhos abismados da criança e desapareceu no azul do céu. À noite Cristina foi dormir com pensamentos martelando a sua cabeça: Ela chamara Deus, e ele veio. Como será que ele ouviu. Será que ela o veria novamente? Finalmente adormeceu.
No dia seguinte, na parte da manhã, a freira, diretora do orfanato, recebeu um telefonema do hospital.
- Irmã Glória, a menina Luisa já está de alta. Pode vir buscá-la. – dizia a voz da enfermeira do outro lado da linha.
- Como? O médico disse que ela talvez saísse depois do ano novo!
- Pois é, irmã, o médico também não acreditou, mas a fratura sarou, não tem nem sinal. Ele acha que foi milagre, um milagre de Natal.
Maria Hilda de J. Alão.
Tags: milagre de Natal, textosdez
I’m dreaming of a white Christmas!!!
I’m dreaming of a white Christmas
Just like the ones I used to know
Where the tree tops glisten
And children listen
To hear sleigh bells in the snow
I’m dreaming of a white Christmas
With every Christmas card I write
May your days be merry and bright
And may all
Your Christmases be white
I’m dreaming of a white Christmas
Just like the ones I used to know
Where the tree tops glisten
And children listen
To hear sleigh bells in the snow
I’m dreaming of a white Christmas
With every Christmas card I write
May your days be merry and bright
And may all your Christmases
May all your Christmases
May all your Christmases
May all your Christmases be white
I’m dreaming of a white
Christmas with you
Jingle Bells
All the way, all the way
dez
ONDE E QUANDO…
Perguntemos a Maria de Magdalena, onde e quando nasceu Jesus. E ela nos responderá: – Jesus nasceu em Betânia. Foi certa vez, que a sua voz, tão cheia de pureza e santidade, despertou em mim a sensação de uma vida nova com a qual até então jamais sonhara.
***
Perguntemos a Francisco de Assis o que ele sabe sobre o nascimento de Jesus. Ele nos responderá: -Ele nasceu no dia em que, na praça de Assis entreguei minha bolsa, minhas roupas e até meu nome para segui-lo incondicionalmente, pois sabia que somente ele é a fonte inesgotável de amor.
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Perguntemos a Pedro quando se deu o nascimento de Jesus. Ele nos responderá: – Jesus nasceu no pátio do palácio de Caifás, na noite em que o galo cantou pela terceira vez, no momento em que eu o havia negado. Foi nesse instante que acordou minha consciência para a verdadeira vida.
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Perguntemos a Paulo de Tarso, quando se deu o nascimento de Jesus. Ele nos responderá: – Jesus nasceu na Estrada de Damasco quando, envolvido por intensa luz que me deixou cego, pude ver a figura nobre e serena que me perguntava: “Saulo, Saulo porque tu me persegues?” E na cegueira passei a enxergar um mundo novo quando eu lhe disse: ” Senhor, o que queres que eu faça?!”
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Perguntemos a Joana de Cusa onde e quando nasceu Jesus. E ela nos responderá: – Jesus nasceu no dia em que, amarrada ao poste do circo em Roma, eu ouvi o povo gritar: “Negue! Negue!” E o soldado com a tocha acesa dizendo: “Este teu Cristo ensinou-lhe apenas a morrer?” Foi neste instante que, sentindo o fogo subir pelo meu corpo, pude com toda certeza e sinceridade dizer: “Não me ensinou só isso, Jesus ensinou-me também a amá-lo.”
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Perguntemos a Tomé onde e quando nasceu Jesus. Ele nos responderá: – Jesus nasceu naquele dia inesquecível em que ele me pediu para tocar as suas chagas e me foi dado testemunhar que a morte não tinha poder sobre o filho de Deus. Só então compreendi o sentido de suas palavras: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida.”
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Perguntemos à mulher da Samaria o que ela sabe sobre o nascimento de Jesus. E ela nos responderá: – Jesus nasceu junto à fonte de Jacob na tarde em que me pediu de beber e me disse: “Mulher eu posso te dar a água viva que sacia toda a sede, pois vem do amor de Deus e santifica as criaturas.” Naquela tarde soube que Jesus era realmente um profeta de Deus e lhe pedi: “Senhor, dá-me desta água.”
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Perguntemos a João Batista quando se deu o nascimento de Jesus. Ele nos responderá: – Jesus nasceu no instante em que, chegando ao rio Jordão, pediu-me que o batizasse. E ante a meiguice do seu olhar e a majestade da sua figura pude ouvir a mensagem do Alto: “Este é o meu Filho Amado, no qual pus a minha complacência!” Compreendi que chegara o momento de ele crescer e eu diminuir, para a glória de Deus.
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Perguntemos a Lázaro onde e quando nasceu Jesus. Ele nos responderá: – Jesus nasceu em Betânia, na tarde em que visitou o meu túmulo e disse: “Lázaro! Levanta-te e sai .” Neste momento compreendi finalmente quem Ele era… A Ressurreição e a Vida!
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Perguntemos a Judas Iscariotes quando se deu o nascimento de Jesus. Ele nos responderá: – Jesus nasceu no instante em que eu assistia ao seu julgamento e a sua condenação. Compreendi que Jesus estava acima de todos os tesouros terrenos.
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Perguntemos, finalmente, a Maria de Nazaré onde e quando nasceu Jesus. E ela nos responderá: – Jesus nasceu em Belém, sob as estrelas, que eram focos de luzes guiando os pastores e suas ovelhas ao berço de palha. Foi quando O segurei em meus braços pela primeira vez que senti se cumprir a promessa de um novo tempo através daquele Menino que Deus enviara ao mundo, para ensinar aos homens a lei maior do amor.









