Archive for the ‘textos’ Category
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Não deixe sua vida girar em torno de uma coisa só
A vida é feita de muitas facetas diferentes: trabalho, família, amigos, escola, sonhos, relacionamento amoroso, esportes, saúde, beleza, artes, música, filhos…
É importante não se concentrar excessivamente em um só aspecto da vida, para que se possa ter prazer em outros, mesmo quando um lado não vai bem. A obsessão por alguma coisa nos torna incapazes de usufruir outras e nos faz perder muitas oportunidades de beleza e alegria.
Você investiria todo o seu dinheiro em ações de uma só companhia? É claro que não. Qualquer especialista que você consultasse lhe diria para diversificar seus investimentos. Porque, se aquela empresa falir, todas as suas economias irão junto.
O mesmo se aplica à vida: é importante diversificar as esperanças, os interesses, os gostos, os amigos.
A pessoa que se concentra num único objetivo perde todas as outras oportunidades de alegria e corre um risco enorme de se ver absolutamente arrasada e infeliz se não atingir aquela meta.
Há pessoas que se concentram somente no sucesso da carreira profissional e, quando ele demora a acontecer ou não vem como esperado, se frustram e se deprimem. Esquecem os bons momentos em família e entre amigos, e dos sucessos alcançados em outras áreas. É preciso reorganizar os valores.
Outros abandonam o relacionamento com a família e os amigos em prol do relacionamento amoroso. Se distanciam e vivem só para o novo amor, até que ele desaparece e a pessoa tem que reconstruir a vida novamente.
Há aqueles que se dedicam somente à família, ou somente aos amigos, e esquecem-se de buscar a excelência na carreira e na área intelectual e na saúde.
Construa suas esperanças em torno de várias coisas importantes para você, cultive muitos gostos e amigos: sua vida ficará mais rica e você se tornará uma pessoa menos vulnerável, mais interessante e feliz.
Rejane Godinho
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Será possível evitarmos repetir comportamentos ruins herdados e aprendidos de nosso passado infantil?
Será possível evitarmos repetir comportamentos ruins herdados e aprendidos de nosso passado infantil? Há jeito. Veja como. ![]()
Maria nasceu no interior, a mais velha de cinco filhos. Sua mãe cuidava da casa, seu pai empregado numa fazenda e tinha problemas com a bebida. Tinha a doença chamada “alcoolismo”. De cada cem pessoas que ingerem bebidas alcoólicas, cerca de catorze não controlam a quantidade ingerida e bebem até cair. Para estes a solução é a abstinência total de álcool. Cerca de 10% da população mundial sofre de alcoolismo.
O pai de Maria piorou na bebida, agredindo filhos e esposa e um dia declarou que sua mulher teria ir embora. Maria o odiava e referia-se a ele como “bêbado malvado”. Ela ía para um canto da casa nos seus 8 anos de idade, tremendo de medo ao ver seu pai chutando os irmãos e gritando com a mãe dela. Quando ele berrou que a esposa sairia de casa, as crianças se agarraram na saia dela, suplicando para não ir. Ela saiu, ameaçada pela violência do marido.
Algumas crianças foram morar com parentes e Maria ficou com o pai, crescendo cheia de amargura e ódio por ele pelo que ele havia feito com a família. Com 20 anos de idade casou-se e ficou anos sem notícias dele. Um dia ele apareceu procurando por ela. Ele estava mudado. Havia recebido ajuda emocional e espiritual e procurava cada filho buscando reconciliação. Maria havia jurado que não falaria com ele. Não usava mais a palavra “pai”, referindo-se a ele como “aquele cara”. Ela não queria reconciliação. Queria distância dele. Havia tomado a decisão de não ser igual a ele no lidar com os filhos. Ela tinha três filhos agora. Só que lidava com eles de uma maneira ditatorial, agredindo-os com palavras duras, tão dolorosas quanto às de seu pai no passado. Ela não percebia isto. Ou não queria perceber. Nunca perdoava, nunca pedia perdão. Implicava com Teresa, sua filha do meio, gerando nela revolta e rebeldia.
Na adolescência Teresa se envolveu com drogas e a mãe a expulsou de casa. Alguns filhos do meio têm problemas emocionais complicados porque o mais velho recebe afeto especial por ser o primeiro e o mais novo por ser o caçula. O do meio fica meio perdido. Após um casamento complicado com um dependente químico, Teresa teve José que ao chegar na adolescência não aguentava mais as implicâncias da mãe porque ele usava cabelo comprido, óculos escuros o tempo todo e não comia carne. E ela que tinha sido hippie! Ela não controlava sua irritabilidade exagerada e detonava com o jovem filho adolescente.
Aos 18 anos José se juntou com uma mulher mais velha que ele 10 anos. Está na moda isto? É sintoma de algo? Estão copiando alguma novela? Se separou dela oito meses depois, dizendo que ela implicava demais com ele. Igual à mãe dele? É possível casar com alguém bem diferente do pai ou mãe em termos de personalidade? No segundo relacionamento de José, sua mulher sofria porque, dizia ela, ele ficava facilmente irritado e a destratava com palavras duras, embora não a agredisse fisicamente como o avô fazia com os filhos e a esposa. A repetição do comportamento entre gerações nem sempre ocorre igualzinho.
O pai de Maria, Maria mesmo, sua filha Teresa, o filho José, cada geração repetindo o mesmo comportamento emocional, com diferenças, mas o mesmo problema central: amargura, rispidez, abuso verbal. Parece um defeito no DNA passado geneticamente. Mas felizmente a genética não explica tudo. Ela não determina inevitavelmente nosso comportamento. Existe o aprendizado, a escolha, a capacidade de raciocínio, o livre arbítrio e é isto o que pode levar à neutralizar as tendências hereditárias genéticas para doenças do comportamento.
Repetimos a história do passado? Sim e não. Sim, pelo poder da influência genética e cópia do modelo observado durante a infância dos adultos com quem a criança viveu. Não, porque a genética não obriga indivíduos a, inevitavelmente, repetir os mesmos comportamentos. Se assim fosse, por exemplo, todo filho de alcoólico teria que ser alcoólico. Embora, é verdade, a ciência comprovou que filhos de pais com alguma compulsão têm maiores chances de desenvolverem compulsão comparados com filhos de pais sem compulsão.
Evitar repetir a história ruim do passado requer (1)lembrar dela ao invés de fugir da mesma como se nada de ruim tivesse ocorrido; (2)observar com sinceridade e honestidade o próprio comportamento para ver se e como ocorre a repetição de atitudes desagradáveis que você jurava que nunca teria; (3)ao perceber seu comportamento destrutivo herdado e cultivado, decidir lutar para mudá-lo por ver que ele está destruindo relacionamentos, e (4)agir, fazer, atuar, treinar conscientemente o novo comportamento saudável. Você muda quando você muda. As pessoas ao nosso redor (filhos, marido, esposa, esposo, etc.) não têm culpa dos problemas de nosso passado. Não temos o direito de infernizar a vida delas por causa de nossas neuroses. Tem jeito. O pai de Maria teve jeito.
(Os nomes citados aqui são fictícios.)
Dr.Cesar Vasconcelos
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Não Julguemos as Pessoas. Podemos ser parecidos
Primeiro de tudo olhe-se a si mesmo. Depois… olhe-se de novo. Não podemos julgar os motivos do coração das pessoas.
Algumas pessoas são duras, ríspidas, autoritárias. Parecem um cacto, expondo facilmente os espinhos, os quais, na verdade, servem como defesa, nesta planta e nestas pessoas. Devemos julgá-las? Quem não tem este temperamento, é melhor que elas?
O nome “cacto” surgiu há cerca de 300 anos antes de Cristo com o grego Teofrastus. Em seu trabalho Historia Plantarum, ele associa o nome cacto à plantas com fortes espinhos. Todos os cactos florescem, e certas espécies só dão flores após os 80 anos de idade. Depois da primeira floração, todo ano, na mesma época, as flores reaparecem. Algumas espécies dão frutos comestíveis como o cacto mexicano Opuntia Ficus-indica, que produz o figo-da-índia. Apesar de 92% de sua estrutura ser água, a presença do cacto indica sempre solo pobre e seco.
Um dia Jesus disse: “Não julgueis, para que não sejais julgados. Porque com o juízo com que julgardes sereis julgados.” Mateus 7:1 e 2. Muitos acham ter superior discernimento e assim criticam os motivos das pessoas. Com nossa mente finita e limitada não podemos ler o coração das pessoas. Nossa tendência é julgar pelas aparências e, então, cometemos graves erros. Somos imperfeitos, por isso não estamos qualificados para o julgamento de outros.
Os que tendem a criticar e tentam corrigir os outros, frequentemente possuem faltas que podem ser inconscientes para eles mesmos as quais podem ser piores do que aquelas que eles condenam nas pessoas. Estas atitudes fazem mais mal do que bem. Será melhor evitarmos colocar o foco das conversas sobre faltas dos outros pois isto cria uma disposição infeliz.
Já que não podemos ler o coração das pessoas, é melhor não atribuir a elas motivos errados. Nem todos tiveram boa educação. Alguns vieram de lares quebrantados por abusos variados, gerando crianças duras, defensivas, autoritárias, como cactos cheio de espinhos, brotando palavras ríspidas facilmente. Quando crianças talvez copiaram este modelo de algum adulto que exercia forte influência sobre elas. E/ou aprenderam a ter “espinhos” para se defenderem dos abusos reais e do medo deles. Daí, os espinhos passaram a ser parte de seu ser.
Se o amor habita em nosso coração, os sentimentos e palavras serão amáveis para com as pessoas que (ainda) não sabem ser amáveis e dóceis, talvez porque ainda não percebem seus espinhos, não sabem abaixar a guarda e dialogar com serenidade. Talvez nosso amor para com elas seja o único caminho e remédio para que elas possam dar flor, ou seja, serem dóceis.
Comparar nós mesmos com qualquer pessoa não é algo sábio. Se você exige dos outros uma perfeição que você mesmo não possui, não é algo injusto? Não cria tensão no relacionamento? Muitas vezes julgamos as pessoas por erros que também cometemos ou por comportamentos que também possuímos, só que não percebemos ainda ou disfarçamos.
Quando condenamos ou criticamos outros, nos declaramos a nós mesmos culpados. Nosso caráter é revelado pela maneira como tratamos os outros. Aquele que não percebe que não percebe, pensa que percebe. São os cegados pela malignidade os mais propensos a criticar e condenar. E podem possuir uma rebeldia maligna em seu caráter. Lembre-se: a sentença que você passar para outros, estará sendo passada sobre você mesmo. Lembre-se também de que aqueles com quem você lida tem sensibilidades tão afiadas quanto as suas. Uma palavra amável, uma mão ajudadora, um braço sobre os ombros com compaixão, podem salvar estes “cactos” da ruína. Demonstre misericórdia, bondade, humildade de mente, simplicidade, paciência, perdão, e amor para com estas pessoas rudes. Algumas não conseguirão florescer nem mesmo depois de 80 anos porque não se interessam por isto, deixando sempre e somente os espinhos à vista e machucando a todos constantemente. Outras aprenderão a abandonar seus espinhos e usar defesas mais adequadas quando se sentirem ameaçadas. Florescerão e até alimentarão outros! Elas precisam de consciência (percepção) e escolha de comportamento melhor. Como todos nós. Vamos refletir seriamente sobre um pensamento que diz: “Primeiro de tudo, olhe-se a si mesmo. Depois … olhe-se de novo.”
Dr. César Vasconcellos
abr
O mundo em depressão
Você tem percebido que uma onda de casos de depressão tem invadido nosso círculo social? Segundo projeções da Associação Mundial de Psiquiatria, em 2020 a depressão será a segunda doença mais comum no mundo, perdendo apenas para as doenças cardiovasculares. Estima-se que o Brasil possua 13 milhões de pessoas sofrendo de depressão. No mundo, são 340 milhões e cerca de 850 mil suicídios/ano provocados por ela, de acordo com dados da OMS.
Depressão é diferente de tristeza e infelicidade. Também não é preguiça, falta de fé ou força de vontade. A depressão é uma desordem afetiva, em que a pessoa sente uma persistente tristeza ou vazio, perda de interesse pela vida, sentimentos de culpa ou desvalor, dificuldade de concentração e memória, diminuição da energia, podendo apresentar inclusive ideias suicidas quando parece não mais haver saída ou esperança de melhora. Essas pessoas apresentam um desequilíbrio na química cerebral, e seus neurônios não respondem bem aos estímulos e têm sua comunicação prejudicada. Essas alterações podem ser vistas em sofisticados exames de imagem, como o PET scan, que evidencia uma diminuição da função do lobo frontal de cérebro.
Existem muitos fatores que podem contribuir para o surgimento da depressão, por exemplo: fatores genéticos, deficiência de vitaminas, alterações hormonais, estilo de vida inadequado, divórcio e outros problemas conjugais, sentimento de abandono, morte de um ente querido, traumas e maus tratos na infância, etc. A primeira opção de tratamento que as pessoas buscam são os medicamentos antidepressivos, como a conhecida fluoxetina e a moderna venlafaxina. Em geral, esses medicamentos apresentam efeitos adversos e não resolvem o problema em todos os casos. Não importa quais forem as causas, a depressão tem solução. Porém, muitas vezes o segredo não está na farmácia ou no médico, mas numa maneira diferente de enxergar o sentido da vida e na resolução das causas e conflitos.
Sim, você pode ser feliz! A primeira coisa a ser feita é eliminar da mente os pensamentos negativos. Procure se concentrar nas coisas boas da sua vida. As pessoas com depressão tendem a concentrar toda a sua atenção e energia em pequenos pontos negativos, e torná-los muito maiores do que verdadeiramente são. Sim, a sua vida tem sentido, existem pessoas que gostam de você, vale a pena viver e há esperança! Lembre-se de que, para Deus, você é muito importante. Ele tem um plano especial e maravilhoso para a sua vida. Você precisa buscá-Lo para descobri-lo.
A sua dieta também influencia a saúde mental. No fim de dezembro, pesquisadores de Londres provaram que comida processada e rica em gordura aumenta o risco de depressão em 58%. Já aqueles com uma dieta rica em vegetais e frutas apresentam chances menores de apresentar os sintomas. Inclua os seguintes alimentos na sua dieta: arroz integral, repolho, couve, castanha do Pará, abóbora, feijão, frutas, cereais integrais e verduras cruas.
Exponha-se ao sol 15 minutos por dia. Faça caminhadas ao ar livre. Se você não sente vontade para dar os primeiros passos, peça para alguém acompanhÁ-lo(a). A erva de São João (Hypericum perforatum) é uma ótima alternativa aos antidepressivos, com eficácia comprovada e menos efeitos adversos. Entretanto, não é recomendado usá-la em combinação com outros antidepressivos e sem recomendação médica.
E o mais importante: aprenda a lidar com os sentimentos. Sinta os sentimentos, mas sem deixar que eles o(a) dominem. ”No dia da prosperidade, goza do bem; mas, no dia da adversidade, considera em que Deus fez tanto este como aquele…” (Ec 7:14). Busque a paz com Deus e com as pessoas. Perdoe-se a si mesmo(a) e aos outros. Tenha paciência… dias melhores virão!
Luiz Fernando Sella








